Mais comum na fase da menopausa, o câncer de endométrio é um tumor de desenvolvimento silencioso, que acomete, em média, 6,5 mil mulheres ao ano no Brasil, com 1,7 mil mortes, apontam dados do Atlas de Mortalidade por Câncer, do Instituto Nacional do Câncer (Inca).  Por não estar na lista dos primeiros em incidência e prevalência na oncologia, essa modalidade de tumor acaba sendo negligenciada por parte da população feminina, quando o assunto é rastreio e diagnóstico precoce, afirma o cirurgião oncológico Manoel Jesus Pinheiro Júnior, membro voluntário da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc).

 

 

O endométrio é a camada que reveste o útero e permite o alojamento do embrião na parede uterina, no processo de gestação. É também um tecido altamente vascularizado, que descama, todos os meses, em função da variação hormonal, o que resulta na menstruação. Esse tecido é um dos pontos do aparelho reprodutor feminino, que está suscetível ao desenvolvimento de tumores malignos, conhecidos popularmente como câncer.

 

 

Jesus Júnior explica que, apesar de ser mais comum em mulheres com mais de 50 anos, o câncer de endométrio pode acometer qualquer pessoas do sexo feminino, em idades variadas.  A doença entrou em pauta com maior repercussão no Brasil, após o diagnóstico da apresentadora da TV Globo, jornalista Fátima Bernardes, submetida a uma cirurgia após o diagnóstico.

 

Além da menopausa, são fatores de risco para a doença as terapias hormonais sem acompanhamento médico, gravidez, obesidade, tumores ovarianos, entre outros. Já a prevenção é feita através de exercícios físicos e peso corporal saudável. A gravidez também é fator de proteção, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer).

 

 

Rastreio e diagnóstico

 

A metodologia diagnóstica inclui avaliação clínica de um ginecologista e/ou cirurgião oncológico, além de exames complementares, como os laboratoriais e de imagem. “Nesse ponto, destacamos a importância da ultrassonografia transvaginal, que deve ser inclusa no check up anual. Muita mulheres entendem que, por não menstruarem mais, não há a necessidade de se fazer esse exame, o que é um engano”, destacou.

 

 

De acordo com ele, os principais sintomas sugestivos ao câncer de endométrio são: sangramento vaginal pós-menopausa, dor pélvica, cansaço, perda de peso, perda de apetite, dor durante as relações sexuais e anemia de repetição.

 

 

Tratamento

 

O tratamento, geralmente, consiste na retirada do útero (histerectomia radical) e, em algumas circunstâncias, das trompas e ovários concomitantemente. “Dependendo do estadiamento da doença (extensão), indica-se o tratamento associado, que pode incluir quimioterapia e radioterapia, além da abordagem cirúrgica”, explicou Manoel Jesus Júnior. O especialista reforça que o tratamento do câncer exige avaliação e acompanhamento multidisciplinares.

 

 

Sobre a Lacc

 

A Lacc é uma ONG com mais de 60 anos de atuação no Amazonas, prestando suporte a diversas ações de prevenção e assistência da FCecon e absorvendo pacientes em situação de vulnerabilidade, através de seus programas sociais. Para ajudar a instituição a manter o trabalho desenvolvido, basta acessar o site www.laccam.org.br e se cadastrar como doador, ou, ligar para o (29) 2101-4900 e agendar a doação e o mensageiro da ONG vai até a residência buscar a ajuda financeira. O contato também pode ser feito pelo whatsapp (92) 999776294.

 

Além disso, a Lacc dispõe de uma conta bancária para transferências onlines (especificações: Liga Amazonense Contra o Câncer – LACC CNPJ: 04.499.182/0001-48 Banco: Bradesco / Agência: 0482-0 / Conta Corrente: 691.017-3) e da modalidade de boleto bancário (lacc.doareacao.com.br), para quem preferir.